Acoplagem neural


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BrainGate

Slika 4: BrainGate invazivno BCI – Fonte: Wikipedia (https://goo.gl/yC0YGx)

Acoplagem Neural (AN)

O procedimento de Acoplagem Neural (AN) é a parte física e processual que levará ao processo de Interface Cérebro-Computador (ICC), também conhecido como Interface Mente-Computador (IMM). Trata-se de um sistema de comunicação tecnológica que liga o cérebro a instrumentos externos produzindo a expansão cognitiva (pensamentos) para vinculação e controle com máquinas. Isto permite que o cérebro acoplado veja através de câmeras, controle os movimentos da máquina, enfim, consiga fundir a consciência do indivíduo à corporeidade das estruturas tecnológicas que passa a ocupar.

Há dois níveis de AN:

  • Ligação direta cérebro-prótese – Nível de AN moderado (< 20% de próteses) com baixo risco de vida ou à saúde cerebral, salvo em experiências radicais (ciborgues). A ligação direta é mais segura quando se refere ao acoplamento do cérebro a um conjunto de peças acrescidas ao corpo (mão, perna, olho, etc.), mas sem a perda da identidade corporal original. O comprometimento de mais de 20% do corpo original já começa a representar situações de sobrecarga cognitiva e riscos à saúde do cérebro.
  • Ligação extrema – Nível de AN  avançado (> 20% de próteses). Há alto risco para a vida e saúde cerebral, por sobrecarga e maior grau de interpolamento entre consciência e corporeidade artificial. A prática indica 5% chance de complicações no uso diário das próteses.
  • Ligação imersiva – Nível de AN pleno. Neste caso, a consciência é transferida inteiramente para uma Unidade Hospedeira (UH). Apesar do cérebro  estar em seu corpo original implantes transmitem os impulsos cerebrais para uma máquina, interferindo na propagação natural dos impulsos elétricos. O corpo fica totalmente vulnerável e suas funções básicas são mantidas com auxílio de tecnologia de monitoração. Uma falha no abastecimento elétrico por mais de 1 minuto poderá causar a falência de funções corporais essenciais, acarretando a morte do indivíduo.
Um soldado demonstra como tecnologia avançada em prótese possibilitam continuar realizando atividades como jogar futebol de mesa (Totó). (Fonte: https://goo.gl/ZQpLvs)

Um soldado demonstra como tecnologia avançada em prótese possibilitam continuar realizando atividades como jogar futebol de mesa (Totó). (Fonte: https://goo.gl/ZQpLvs)

Na acoplagem neural, o indivíduo perde total controle e consciência do seu próprio corpo, mesclando-se seu corpo com a tecnologia que hospedará a sua consciência. O procedimento é extremamente complexo, exigindo muitos anos de treinamento. Muitos agentes tiveram morte cerebral durante o processo, por exemplo, em situações de batalha entre nanitas. A transferência de consciência pode acarretar uma vivência tão intensa da experiência vivida que os dados sofridos pelo robô são sentidos pelo indivíduo como se fosse seu corpo verdadeiro.

Outras situações complicadoras:

  • Adição – O indivíduo desenvolve dependência da experiência imersiva e começa a não reconhecer seu próprio corpo, passando a perder a coordenação motora natural e o controle sobre algumas funções sensoriais. Resultados já verificados: crise de abstinência seguida de estados alterados de personalidade, paranóia, quadros esquizóides e quadros depressivos.
  • Descorporificação – No processo de transição, a consciência se perde entre o corpo natural e o suporte tecnológico. Pode ocorrer tanto na transferência mente-máquina, quanto no seu retorno. Resultados já verificados: morte cerebral e coma.
  • Lesões e derrames cerebrais – Situações de alto estresse, como situações de combate, situações de risco, dano grave sofrido pela Unidade Hospedeira (UH) da consciência já foram causa de lesões cerebrais. Em alguns casos, o esforço ou trauma de transferência ‘in’ ou ‘out’ já ocasionaram pequenas lesões. Em geral, todo processo de AN envolve um risco de 10% de chance de pequenas lesões de menor importância, ou seja, sujeitas a regeneração após tempo e repouso adequados. Resultados já verificados: em situações mais traumáticas (combate com severos danos da UH) já foram verificados desde lesões graves com o comprometimento permanente de variadas áreas cerebrais, quanto situações fatais (morte cerebral).