Rebeca Assis


Rebeca(Colorido)Rebeca por ela mesma:

Meu nome é Rebeca, tenho 18 anos e dizem que sou louca. Deixa eu explicar melhor: minha família é de classe média, éramos a família feliz até eu completar 13 anos que para mim foi o pior ano da minha vida. Pouco depois de eu completar 13 anos comecei a perceber algumas coisas que pareciam não serem percebidas por mais ninguém.

Uma vez teve um assalto bem ali na rua. O cara começou a correr com a bolsa da moça e parecia que ninguém estava notando. Eu falei com a minha mãe e ela disse que eu devia estar com sono, porque na noite anterior eu dormi uma hora depois do meu horário de dormir só pra ver um filme. Na semana seguinte, a cozinha de um restaurante explodiu e várias pessoas saíram feridas, mas pouquíssimo tempo depois ninguém lembrava mais o que tinha acontecido. Quando eu contei pra minha mãe, ela disse que eu devia ter ficado muito tempo andando no sol sem o meu boné. Essas coisas aconteceram durante um mês e a minha mãe nunca acreditava em mim. Na última vez que fui falar com ela, fiquei com tanta raiva porque ela não quis acreditar em mim. Eu cheguei a dizer que ela e o meu pai queriam me deixar louca, que estavam fazendo aquilo de propósito, só pra eu pensar que era diferente. Eu disse até que eles queriam me destruir. Depois de gritar tudo isso e quebrar algumas coisas, eles me levaram ao médico que disse que eu tinha esquezofrenia. Minha mãe na mesma hora surtou e disse que não queria uma filha louca enquanto o meu pai tentava acalmar ela. O médico disse que era um tipo de sofrimento psíquico grave, caracterizado, principalmente, pela alteração no contato com a realidade, mas pelo jeito que a minha mãe falava, eu realmente pensei que estava ficando maluca.

O médico conversou comigo depois e me explicou tudo. Disse que eu não era doida e nem ia ficar, mas que deveria ter cuidado pois era uma doença grave.

Depois de uma semana de exames e testes no hospital, eu finalmente fui pra casa, onde eu pensei que essa história de esquezofrenia me deixaria em paz, mas nada disso aconteceu. Apesar do tratamento e dos remédios eu continuava a ver explosões, roubos, pessoas, casas, lojas que todos diziam pra mim que nunca existiram. De noite, eu ouvia a minha mãe chorar no quarto e meu pai tentando explicar pra ela que tudo isso ia passar. Quando a minha mãe finalmente conseguiu dormir, eu escutei meu pai se perguntando porque isso tinha que acontecer justo com a filha dele. Isso me partiu o coração. Eu sempre fui mais chegada ao meu pai do que à minha mãe. Aquela  mania dela de querer tudo perfeito, do jeito que ela quer não era comigo. Por outro lado, o meu pai só queria me ver feliz e me dava tudo o que eu precisava para isso: atenção, amor, carinho e amava tudo isso.

Depois que eu tive uma crise na escola, minha mãe resolveu que a gente tinha que se mudar e o coitado do meu pai, tentando deixar a minha mãe mais feliz, concordou. Ele pediu transferência no emprego e lá fomos nós pra Baixada Fluminense. Disseram que lá era um lugar ótimo, calmo e tranquilo e que talvez essa paz toda ajudasse no meu tratamento.

Bom, já são cinco anos morando na Baixada e não mudou muita coisa. Agora estou com dezoito anos. Tenho mais ou menos uma metro e sessenta e oito, sou razoavelmente magra, de cabelos e olhos pretos e pele morena. Estudo em uma escola perto da minha casa em que todos me acham maluca, mas eu já me acostumei.

Eu estava voltando pra casa de um dos meus passeios de bicicleta e quando cheguei dei de cara com uma mulher estranha na sala. O nome dela era Thaís. Ela disse que era de uma clínica super importante. Disse que poderia ajudar a me dar um tratamento melhor e que seria tudo de graça. Eu fiquei desconfiada, mas a minha mãe nem pensou duas vezes e me mandou com ela. E lá fui eu com o meu jeans surrado, meu tênis de cano e minha camiseta. Chegamos em um prédio enorme, tivemos que nos identificar na entrada pra poder subir. Ela disse que me apresentaria a alguém importante que me explicaria tudo melhor, foi aí que eu conheci o Gustavo.

Enquanto ele me apresentava o lugar, ele começou a me contar uma história estranha de grandes corporações, nanorobôs e pessoas sendo controladas. Pelo o que eu entendi, de uma certa forma, a minha doença atrapalhou o modo como esses nanorobôs controlam a mente das pessoas. por isso, eu posso lembrar das coisas que mais ninguém lembra. Depois de me explicar tudo, detalhadamente, ele me mandou pra casa e disse pra eu ficar de olho nas coisas e que manteríamos contato, porque agora, eu fazia parte da resistência.

Na segunda, eu fui pra escola, como se nada tivesse acontecido. Odiava a escola, aquele monte de gente mimada. Ninguém se importava com ninguém. Da minha sala, eu era a mais velha porque perdi um ano por causa da esquizofrenia. A professora falou de um passeio da escola em uma indústria de produtos farmacêuticos que tem por aqui e que valia nota. Eu não me animei muito. Todos me achavam doida então eu não tinha amigos, logo porque ir em um passeio em grupo? O passeio seria na sexta-feira e todos ganhamos autorização, mas a minha eu deixei na mochila. Não iria de jeito nenhum.

Na segunda a noite, o Gustavo me ligou. Ele disse que sabia do passeio da minha escola e queria que eu fosse. Disse que me mandaria um equipamento pra que eu pudesse entrar em um dos computadores para que ele pudesse descobrir algumas informações que ele disse ser importante. Então, dei a autorização para minha mãe assinar e ela ficou super feliz. Achou que eu finalmente iria me enturmar.

A semana passou muito rápido, e lá estávamos nós na sexta-feira. Toda a minha turma foi. Quando me viram subir no ônibus com a minha mochila quase tiverem um ataque. Ouvi um dos meninos falando que não acreditava que a maluca iria. Fiquei chateada, mas tinha algo mais importante pra fazer. Quando chegamos lá, a excursão começou. Toda a turma ia para um lado e para o outro, era chato. Finalmente, achei a sala que o Gustavo havia falado. Fingi amarrar os sapatos pra tentar me afastar sem ninguém perceber, mas nem foi preciso… A Alice e o Bernardo estavam brigando como sempre e ninguém percebeu a minha ausência.

Entrei na sala, tirei o equipamento da mochila e comecei a conetar os fios, mas eram muitos fios. O Gustavo tinha dito para ter cuidado, um fio errado e poderia causar até uma explosão. Quando estava quase acabando eu levei um susto enorme. Escutei alguém chamar meu nome da porta da sala onde eu estava. Para minha sorte, era o Natan e o Renam. Eles perguntaram o que eu estava fazendo ali sozinha e com tantos equipamentos e fios. Eu disse que não era da conta deles e perguntei porque estavam me seguindo. O Natan disse que me viu entrar na sala e achou que eu estava tendo uma crise e preferiu não falar para o grupo para os alunos não me odiarem mais e falarem que eu estava tentando acabar com o passeio, então ele chamou o Renam e eles vieram atrás de mim.

Realmente, o Natan sempre tenta ajudar quando eu tenho crises na escola. Acho que ele é o único que não me acha doida. Só faltavam dois fios e apertar “enter” pra instalar o vírus ou programa para o Gustavo poder agir e não adiantaria eu explicar, ele não iam entender. Também não dava para disfarçar, o tempo era pouco e eles estavam ao meu redor. Conectei mais um fio e eles mandaram eu parar, falando que eu estava tendo outra crise e nós começamos a discutir. Do nada, apareceram a Alice e o Bernardo. Eles disseram ter ouvido a discussão e foram ver o que era. Eles se perderam do grupo porque estavam brigando sobre quem estava certo sobre uma fórmula química, ou algo assim. Eu já não estava mais prestando atenção, pois faltava apenas um fio para a minha missão ser completada. Quando fui conectar o fio o Natan me puxou. Eu o empurrei e como ele não esperava, acabou caindo. Antes do Renam tentar me segurar, eu conectei as pressas o último fio e apertei “enter”. Eu me lembro de ver um clarão e acordar em um hospital.

Ficha de personagem – Neuroaventura

Nome: Rebeca Assis.

Descrição resumida do personagem: Estudante do Colégio João Saldanha, é imune aos nanitas das megacorporações devido a sua esquizofrenia, que atrapalhou o modo como os robôs controlam a mente das pessoas, a fazendo se lembrar de coisas que geralmente as pessoas não lembrariam. Rebeca sofre muito com isso, pois todos até mesmo seus pais a acham maluca, às vezes, até ela mesma se considera dessa forma. Praticamente não tem amigos o que a faz ser bem introspectiva.

Características Físicas:

  • Idade: 18 anos.
  • Tipo corporal: normal.
  • Face: usa piercing no nariz e alargador na orelha direita.
  • Pele: morena.
  • Cabelos: pretos e longos.
  • Olhos: pretos.
  • Outros\Especiais: altura 1,68.

Características básicas:

  • Onde vive: Belford Roxo, Rio de Janeiro.
  • Nível Intelectual: Médio.
  • Família: Não se da bem com sua mãe, estão sempre discutindo  por alguma coisa e isso se deve ao fato da má reação da mãe a doença de rebeca. Já o pai, este, a menina sempre foi mai chegada, pois apesar de tudo ele ainda tenta manter a familia unida e feliz. Rebeca é filha unica.
  • Profissão, Local de trabalho: Estudante do Colégio João Saldanha.
  • Melhores amigos: Não tem um.
  • Modo de falar: Informal.
  • Hobbies Preferidos: escrever, ler, ouvir música, andar de bicicleta.
  • Estilo: gosta de blusa de ombro caído branca com uma caveira na frente, calça jeans escura rasgada, “all star” de cano médio, piercing no nariz argolinha.

Características Emocionais e Psicológicas:

  • O que o motiva: rebeldia.
  • De que ele tem medo: De ficar realmente maluca.
  • As três coisas que ele estima: Um bom solo de guitarra, seu pai, Kurt Cobain.
  • Sexualidade: hetero.
  • Sua visão sobre seu papel no mundo: ser respeitada e aceita socialmente.
  • Local de repouso: Desarumado, com posteres de grandes astros do rock nacional e internacional.
  • Outras características importantes: Está sempre desligada do mundo usando os fones de ouvido.
  • Descrição do personagem em uma palavra: Isolamento.

 

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