“MEU UNIVERSO PARTICULAR” – CONHECENDO A SÍNDROME DE ASPERGER- por Caio Borba Casella, Camila Luisi Rodrigues, Lorena Alves Sampaio de Souza e Rosa Magaly C. Borba de Morais, extraído do livro “Aprendizagem, comportamento e emoções na infância e na adolescência-uma visão transdisciplinar”- Elisabete Castelon Konkiewitz (Org.) editora UFGD, 2013.

asperger 7“— Christopher, você entende que eu amo você? — Sim, eu entendo. Porque amar é ajudá-lo quando ele está com problemas, tomar conta dele, falar sempre a verdade, e o pai toma conta de mim quando eu estou com problemas, (…) e isso quer dizer que ele me ama.” (“O Estranho caso do Cachorro Morto” – Mark Haddon)

 

 

Caso clínico

 

“Esse menino não dava problema até começar a estudar. Quando bebê, às vezes, tinha que olhar seu sono para conferir que estava respirando. A gravidez, o parto e o desenvolvimento foram todos normais. Às vezes, quando estava concentrado em algo, parecia surdo, não respondia quando a gente chamava – coisas de criança. Sempre gostou de dinossauros e sabia tudo dos desenhos – chegava a repetir todas as frases. Sempre foi tão inteligente que aprendeu a ler sozinho aos três anos. Antes de entrar na escola já falava de um modo bem explicado, parecia gente grande. Não sente medo de altura ou escuro, mas se assusta com qualquer barulhinho. Olha nos olhos, mas por pouco tempo. Não consegue entender as piadas dos amigos e é sempre visto como sem graça. Meu marido diz para não me preocupar, pois meu sogro era igualzinho. Mas a escola achou melhor trazê-lo aqui.”

 

 

O caçador de borboletas-por Carl_Spitzweg

O caçador de borboletas-por Carl_Spitzweg

 

Introdução

Em 1944, um ano após Leo Kanner ter definido o “autismo”, um psiquiatra vienense, Hans Asperger, descreveu crianças com o que chamou de “psicopatia autística” – mais tarde, denominada síndrome de Asperger (SA). O caso clínico descrito acima ilustra sinais de alerta desse transtorno ainda pouco conhecido. Ao longo deste capítulo iremos abordar os principais sintomas dessa síndrome e oferecer orientações que julgamos primordiais para um cuidado efetivo. Conceito A SA é um quadro pertencente aos transtornos globais do desenvolvimento (TGD). Os TGDs são alterações na capacidade cognitiva e adaptativa ao longo do desenvolvimento do indivíduo. Englobam não só a SA, mas também o autismo (em seus diversos níveis de gravidade), os transtornos desintegrativos da infância, a síndrome de Rett, entre outras definições. A SA faz parte do espectro autista, o qual pode abranger quadros que caracterizam desde o autismo clássico – descrito por Leo Kanner – até indivíduos com potencial bem mais preservado. A causa é multifatorial, envolvendo genética e ambiente. Entretanto, em apenas 10% dos casos é seguramente identificada. Apesar de também estar presente em sujeitos adultos, essa síndrome é melhor reconhecida por psiquiatras da infância e adolescência1. Diferenças entre autismo de alto funcionamento e a SA As principais diferenças entre a SA e o autismo de alto grau de funcionamento são ausência de retardo mental e inexistência de atraso no desenvolvimento da linguagem na SA (sempre presente nos casos de autismo)2. Além disso, crianças com essa síndrome são, frequentemente, consideradas “desajeitadas”, o que não é visto costumeiramente no autismo1. Enquanto indivíduos com autismo foram descritos como “vivendo em um mundo próprio”, como se outros não existissem, os pacientes com Asperger foram descritos como “vivendo em nosso mundo, à sua maneira”.3

Der-Hagestolz-por Carl spitzweg

O solteirão-por Carl Spitzweg (1808-1885). Carl Spitzweg: pintor alemão, solteiro durante toda a sua vida, retrata com grande sensibilidade a vida de homens solitários e excêntricos.

 

Frequência de casos – epidemiologia Estima-se que 16 a 36 em cada 10.000 crianças em idade escolar teriam a síndrome de Asperger. Essa prevalência é bem maior que a do autismo4. Os meninos são mais acometidos, em uma proporção de até 7 meninos para cada menina4, dependendo do critério diagnóstico utilizado. Das crianças com Asperger, 50% atingiriam a idade adulta sem um diagnóstico ou tratamento adequados5.

 

 

Formas de manifestação:     asperger 1

 

 

A tríade sintomática

Em decorrência das alterações precoces no funcionamento do cérebro, há alterações na comunicação (principalmente não verbal), prejuízos significativos na interação social recíproca e comportamentos e interesses restritos2.

 

O geólogo-por Carl_Spitzweg

O geólogo-por Carl_Spitzweg

O funcionamento mental na SA

Pessoas com essa síndrome estão no extremo mais leve do espectro dos transtornos globais do desenvolvimento (TGD) em relação não só à tríade de sintomas, mas no que diz respeito às suas capacidades cognitivas (capacidade de aprender, organizar, reter e generalizar conceitos)6. Porém, podem ter dificuldades na memória imediata, no controle de impulsos, na percepção de si mesmos, na definição de prioridades, na capacidade de planejamento, na compreensão de ideias muito complexas e abstratas, e na utilização de novas estratégias para enfrentar problemas. Outro ponto importante, desenvolvido pelos autores Baron-Cohen (1995), chama-se teoria da Mente. Trata-se da possibilidade de nos colocarmos no lugar do outro e compreender seus estados mentais6. Isso é primordial para dar sentido ao comportamento humano e fazermos entender as pistas que predizem a forma de reação esperada de um indivíduo em dado contexto7. No caso das pessoas com SA, é fundamental termos claro que a inabilidade para reconhecer e entender pensamentos, crenças, desejos e intenções de outras pessoas não se relaciona a uma ausência de empatia – terrível insulto às pessoas acometidas pela síndrome – ou da indiferença com os sentimentos dos outros, mas de um comportamento social inesperado, fruto de falha na teoria da Mente. Uma das consequências do comprometimento e atraso nas habilidades da teoria da Mente é a tendência a fazer uma interpretação literal do que é dito por alguém e confusões na interpretação de metáforas. Crianças e adultos com TGDs, incluindo a SA, parecem ter menos contato visual que o esperado, tendendo a olhar para o rosto de uma pessoa com menos frequência e, portanto, perdendo as mudanças de expressão. Evidências também indicam dificuldades das pessoas com SA em entender o significado da entonação e ritmo da voz. A pessoa com diagnóstico de SA parece quebrar as regras sociais. Se o adulto ou a criança não souber que esse comportamento é devido às habilidades da teoria da Mente pouco desenvolvidas, a interpretação do comportamento tende a ser um julgamento moral: que a criança com SA está sendo deliberadamente desrespeitosa e grosseira. Temos de reconhecer o grau de esforço mental exigido às pessoas com SA para processar informação social – utilização de mecanismos cognitivos para compensar a insuficiência das competências da teoria da Mente. Além da sensação de estar sendo injustiçado (devido a muitas experiências sociais, nas quais eles encontram um maior grau de gracejos provocatórios e deliberados do que seus pares), limitado êxito social, baixa autoestima e exaustão podem contribuir para o desenvolvimento de uma depressão clínica associada à SA7.

uma visita-por Carl Spitzweg

uma visita-por Carl Spitzweg

 

Eficiência intelectual

 

A SA pode ser caracterizada por coeficiente de inteligência (QI) de normal até as faixas mais altas, com habilidades especiais8. Na escola, apesar da inteligência normal, podem apresentar dificuldades em compreender conceitos abstratos, como os usados em metáforas e alegorias, dificultando o aprendizado acadêmico7.

 

 

Um estudioso das ciências naturais-por Carl_Spitzweg

Um estudioso das ciências naturais-por Carl_Spitzweg

Linguagem

A habilidade de linguagem verbal nessas crianças está preservada. Apesar de desenvolverem a linguagem, demonstram dificuldade específica6. A linguagem pode ser marcada por padrões restritos de entonação. A velocidade da fala pode ser muito rápida ou pode haver fala entrecortada. É comum a voz ser muito alta, apesar da proximidade física e falta de ajustamento da voz ao ambiente social em questão (biblioteca ou em uma multidão barulhenta)9. A fala pode transmitir um sentido de frouxidão de associações e incoerência. Inversão pronominal, inabilidade para iniciar ou sustentar uma conversação, linguagem inflexível e ritualística e falta de sensibilidade para responder às demandas linguísticas e comunicativas do interlocutor são frequentemente observadas. Podem falar incessantemente sobre um assunto favorito, geralmente, sem qualquer relação com o fato de a pessoa que escuta estar envolvida. O indivíduo pode não chegar nunca a um ponto ou a uma conclusão9.

 

 

Habilidades sociais

asperger_syndrome-autistic-social_interaction-social_skills-bombs-ksmn3333l   Os déficits sociais associados à SA, além das lacunas em toda teoria da mente, já explicadas anteriormente, são resultantes da dificuldade da capacidade de julgamento e da crítica7. Sujeitos com esse diagnóstico são normalmente isolados sociais, mas tendem a não se retirar quando estão ao redor de outras pessoas10. Existe a intenção de estar com o outro, mas as vias e formas como esses indivíduos se comunicam, se interessam e se comportam são diferentes e parecem estranhas6. Normalmente, abordam os demais de maneira inapropriada e excêntrica. Sua intuição diminuída e falta de adaptação espontânea são responsáveis, em grande parte, pela impressão de ingenuidade social e rigidez comportamental9.   Funções motoras Indivíduos com SA podem ter um atraso das habilidades motoras1, tais como andar de bicicleta, agarrar uma bola e subir em brinquedos de parquinho ao ar livre1. Com frequência, são desajeitados e têm uma coordenação comprometida. Podem exibir padrões de andar arqueado ou aos saltos, e uma postura estranha1.

 

Atenção e funções executivas

Na vigência da SA observamos um comprometimento atencional importante9. Podem ser demasiadamente focados, respondendo apenas a um tipo de estímulo proveniente do ambiente e excluindo os demais, e não conseguindo compartilhar a atenção, deslocando-a de um lugar para o outro (hiperfoco). Também podem não se fixar em nenhum estímulo específico parecendo alheios, inquietos ou indiferentes (hipofoco)6.

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O apreciador de cactos-por Carl Spitzweg

 

Memória

Estudos realizados em 5 meninos com idades entre 12 e 17 anos apontam para preferência pela via visual e uma maior dificuldade na recuperação de informações com origem auditiva9. Habilidades especiais Em 10% dos indivíduos com SA encontramos ilhotas de habilidades – um talento excepcional ou aptidão extrema para determinadas tarefas, como desenhar, por exemplo10. Podem, inclusive, apresentar hiperlexia (capacidade de aprender a ler em idade precoce, sem auxílio pedagógico) e memória visual excepcional.

 

Critérios utilizados para o diagnóstico

 

O critério mais usado para o diagnóstico da SA é o Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais – IV edição – revisado no DSM-IV-R, elaborado pela Associação Americana de Psicologia (APA). O DSM-IV-R classifica essa síndrome como um dos cinco transtornos globais do desenvolvimento e se baseia, principalmente, na menor intensidade da tríade dos TGDs e nas diferenças entre autismo de alto funcionamento e SA. Para darmos esse diagnóstico não podemos ter satisfeitos os critérios para qualquer outro transtorno global do desenvolvimento ou para esquizofrenia, e os sintomas devem estar presentes antes dos 3 anos11. A Classificação Internacional das Doenças em sua 10ª edição (CID – 10) foi elaborada pela Organização Mundial de Saúde e abrange doenças de todos os campos da Medicina. Pela lei brasileira é o instrumento de referência para o diagnóstico dos TGDs. Os critérios da CID 10 são, mais uma vez, baseados na tríade sintomática2. Em 1989, o psiquiatra sueco Christopher Gillberg elaborou outro sistema de critérios para o diagnóstico, que abrangem: prejuízos sociais, interesses restritos, rotinas repetitivas, problemas de linguagem e de comunicação não verbal, e problemas de coordenação motora. Esse critério é considerado, por alguns, o que mais se aproxima das características da síndrome3.

 

Carl spitzweg

por Carl Spitzweg

Evolução

 

A evolução da SA é muito variável. O melhor prognóstico (qualidade de vida no futuro) está associado com diagnóstico precoce. A maioria atinge a velhice, mas há mortalidade aumentada em subgrupos (com epilepsia ou outros transtornos médicos, afogamento, acidentes). Questões básicas permanecem (como na priorização, organização, planejamento e execução das ações, e na habilidade social), mesmo que amenizadas. Há uma incidência aumentada de problemas psiquiátricos secundários (transtornos de humor, de atenção, ansiosos, de personalidade, afetivos, sociais e catatonia). Na síndrome de Asperger, pelo menos 1 em 3 consegue se sair muito bem na vida adulta, provavelmente 1 em 3 consegue se sair relativamente bem, e apenas 1 em 3 chega à vida adulta dependendo de cuidados5. O futuro dependerá do desenvolvimento de um conhecimento mais específico (inclusive genético) e tratamento sintomático para os subgrupos. A psicoeducação e análise aplicada do comportamento também desempenham um papel importante na garantia de melhor evolução do quadro.

 

Tratamento:

Tratamento não farmacológico

O tratamento da SA depende de uma abordagem multidisciplinar e interdisciplinar, com intervenções farmacológicas, manejo educacional, comportamental e de linguagem12. O planejamento do tratamento deve ser estruturado de acordo com as etapas de vida do paciente. Portanto, com crianças pequenas, a prioridade deveria ser terapia da comunicação, da interação social/linguagem, educação especial e suporte familiar. Já com adolescentes, os alvos seriam os grupos de habilidades sociais, terapia ocupacional e sexualidade. Com adultos, questões como as opções de moradia, profissionalização e tutela deveriam ser focadas. Há evidência de que fornecer educação formal precocemente, a partir dos dois aos quatro anos, aliada à integração de todos os profissionais envolvidos, é a abordagem terapêutica mais efetiva13. Parece haver uma relação direta entre o tempo gasto em uma sala de aula trabalhando em uma matéria escolar específica e a melhora naquela matéria. Essa melhora é significativamente associada à inteligência verbal, ainda que o desempenho esteja abaixo da idade cronológica da criança13. É importante ter em mente as vantagens de se expor a criança com TGDs à convivência com aquelas sem comprometimento e de aprender com elas por meio da imitação, mas também não esquecer o risco de que ela seja vítima de gozação e incompreensão dos colegas. asperger a

 

 

Intervenções fonoaudiológicas

 

Estas intervenções incluem o uso do brinquedo, da linguagem social, da produção da linguagem e de tecnologias capazes de aumentar a capacidade de comunicação. A terapia com o Sistema de Comunicação por Troca de Figuras – em inglês, PECS – é um programa estruturado que utiliza a troca de figuras para estabelecer a comunicação. A criança é ensinada a iniciar a relação na comunicação a partir do ato de trocar a figura pelo objeto desejado. Esse sistema facilita tanto a comunicação quanto a compreensão, quando se estabelece a associação entre a atividade/símbolos. Ao focar em formas alternativas de comunicação, as crianças podem ser encorajadas a utilizar a fala. Não há evidência de que o uso de sinais e fotos diminua a motivação para o desenvolvimento da fala12. Intervenções educacionais e comportamentais Inúmeros comportamentos que crianças típicas aprendem “por si mesmas” necessitam ser ensinados de uma maneira mais específica para crianças com TGD. A maioria dos programas educacionais para crianças autistas, embora frequentemente tenham áreas de ênfase diferentes, compartilham objetivos semelhantes: desenvolvimento social e cognitivo, comunicação verbal ou não verbal, capacidade de adaptação e resolução de comportamentos indesejáveis. Muitas dessas áreas se sobrepõem e é importante entender que as prioridades educacionais variam à medida que a criança se desenvolve. A maioria dos métodos de intervenção e tratamento pode ser subdividida em 3 grandes grupos14: a) Aqueles que usam modelos de análise aplicada do comportamento (Terapia de Análise de Comportamento – ABA). b) Os que são fundamentados em teorias de desenvolvimento (Floor Time e as Intervenções de Desenvolvimento de Relações – RDI). c) Aqueles que são fundamentados em teorias de ensino estruturado (TEACCH – Treatment and Education of Autistic and Related Comunication – Handicapped Children).

 

Tratamento farmacológico

Os TGD permanecem sem medicação específica e sem cura até o momento. A necessidade de uso do medicamento é definida pelos sintomas presentes, pela gravidade dos mesmos e pelo impacto negativo nas atividades diárias. O uso do medicamento visa minimizar os sintomas-alvos mais intensos e possibilitar não só melhora na qualidade de vida de toda a família, mas a adesão às outras estratégias de tratamento3.

 

Um apreciador de cactos-por Carl_Spitzweg

Um apreciador de cactos-por Carl_Spitzweg

 

Estratégias para enfretamento pelos pais

 

Procurar, na medida do possível, manter uma rotina com tempo de espera para atividades definido, não muito prolongado, ambiente previsível e seguro, visando diminuir problemas no comportamento e melhor adaptação social. Treinar o enfretamento às modificações do planejamento original e ampliar, gradativamente, o repertório de interesses também é vital. Encorajar a flexibilidade do pensamento. Isso pode começar em uma idade precoce, como por exemplo, quando estiver jogando com uma criança muito jovem com SA, um adulto pode jogar o jogo de “O que mais poderia ser?” Além disso, um adulto pode verbalizar seu pensamento, quando estiver resolvendo problemas, de modo que quando a criança com SA escutar as várias abordagens do adulto poderá considerá-las a fim de resolver o problema. Identificar potencialidades e ressaltá-las, sem necessariamente fazer das mesmas um interesse restrito. Fornecer explicações diretas e simples, com exemplos concretos do dia a dia. Considerar necessário o ensinamento de normas e regras de convivência intuitivas à maioria das pessoas. Promover estímulos visuais para o entendimento de sentimentos, emoções e soluções de problemas. Os cuidadores podem funcionar como facilitadores na explicitação das ideias dos indivíduos com SA, oferecendo modelos de comunicação e interação social recíproca adequada quando os mesmo estiverem no grupo. O local onde a criança trabalha em casa deve contribuir para a concentração e o aprendizado. É extremamente útil se os pais criarem um calendário diário para as tarefas de casa da criança e um caderno ou intercâmbio diário entre a casa e a escola.

Carl Spitzweg

O rato de biblioteca- por Carl Spitzweg

 

 

 

 

Estratégias para enfretamento por professores

Os pais, juntamente com os coordenadores pedagógicos, devem orientar professores e equipe técnica sobre as particularidades daquele estudante, e preservar o máximo possível o seu direito de ser diferente e respeitado, sem obrigatoriamente tornar de domínio público o diagnóstico de SA. O professor necessita criar um ambiente “Asperger amigável” com sala de aula calma e bem-estruturada. É essencial que o professor tenha acesso a informações e conhecimentos sobre a síndrome e frequentar cursos de formação relevantes. O maior progresso acadêmico e cognitivo tem sido realizado pelos professores que demonstram uma compreensão empática da criança. Uma estratégia para reduzir os problemas associados com o prejuízo das funções executivas é ter alguém para agir como um “secretário executivo”. Em alguns casos é necessária a presença de um auxiliar terapêutico. O professor pode destacar aspectos-chave da folha de tarefas de casa, prestar esclarecimentos e fazer perguntas por escrito para garantir que o indivíduo saiba quais os aspectos materiais do dever de casa são relevantes para o seu preparo para a tarefa14. Utilizar programas de treinamento de habilidades sociais com um formato em grupo (uso de histórias sociais, histórias em quadrinhos – conversação na linha cômica), programas de computador simples, e um manual e livro de ensino (Um guia para professores: “Ensinando as crianças com autismo a ler-mente” – Um guia prático por Baron–Cohen e Hadwin). Aprender como interagir com crianças da mesma idade é uma tarefa árdua para crianças autistas. Oferecer oportunidades (como piscina, playground) para as crianças observarem ou interagirem espontaneamente (mesmo que com limitações) com outras crianças parece ser ainda a melhor estratégia.

 

Considerações finais

 

O Alquimista por Carl_Spitzweg

O Alquimista por Carl_Spitzweg

 

Afirmamos que o sujeito com SA é capaz de aprender, cada um à sua maneira, desde que o diagnóstico seja precoce, a família disponha de uma rede social adequada, a escola tenha um compromisso pedagógico na formação desse ser e, finalmente, que seja elaborado um programa individualizado de intervenções intensivas. É mandatário que as pessoas entendam que a distinção entre os sujeitos com SA e as outras pessoas é que eles são diferentes em muitas maneiras e isso quer dizer, simplesmente, que há uma grande diversidade humana. Porém, sempre que essa variabilidade implicar sofrimento deve ser abordada de maneira terapêutica. Devemos estimular a mudanças na aceitação e nas atitudes e difundir o conhecimento sobre o autismo.

 

 

“Vocês riem de mim por eu ser diferente, e eu rio de vocês por serem todos iguais.” (Bob Marley)

 

Caio Borba Casella – Estudante do quarto ano da graduação em Medicina da FMUSP, participante da Liga de Psiquiatria Infantil do SEPIA (IPq-HC-FMUSP).

Camila Luisi Rodrigues – Neuropsicóloga, colaboradora do SEPIA e do Serviço de Psicologia do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP, mestranda em Psiquiatria pelo mesmo instituto em Transtorno de Ansiedade na Infância e Adolescência com o apoio da FAPESP.

Lorena Alves Sampaio de Souza – Pediatra, psiquiatra da infância e adolescência, aprimoranda do Programa de Atendimento aos Transtornos Globais do Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência (SEPIA) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de São Paulo (IPq/HC-FMUSP) e Associação de Amigos do Autista de São Paulo (AMA-SP).

Rosa Magaly C. Borba de Morais – Psiquiatra da infância e adolescência pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), especialista em Psiquiatria da Infância e Adolescência pela Associação Brasileira de Psiquiatria, médica colaboradora do Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP.

 

 

 

 

 

Referências

 

 

1. KLIN, A. Autism and Asperger syndrome: an overview. Rev. Bras. Psiquiatr., v. 28, suppl. 1, p. 3-11, 2006.

2. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Classificação de transtornos mentais e de comportamento da CID-10: descrições clínicas e diretrizes diagnósticas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.

3. KHOUZAM, H. R.; EL-GABALAWI, F.; PRIEST, F. Asperger’s disorder: a review of its diagnosis and treatment. Compr Psychiatry., v. 45, n. 3, p. 184-91, 2004.

4. SZATMARI, P. et. al. Asperger’s syndrome and autism: differences in behaviour, cognition and adaptive functioning. J. Am. Acad. Child Adolesc. Psychiatry, v. 34, n. 12, p. 1662-71, 1995.

5. EHLERS, S.; GILLBERG, C. The epidemiology of Asperger syndrome: a total population study. Journal of Child Psychology and Psychiatry and Allied Disciplines, v. 34, n. 8, p. 1327-50, 1993.

6. MELLO, C. B.; MIRANDA, M. C.; MUSZKAT, M. Neuropsicologia do desenvolvimento. conceitos e abordagens. São Paulo: Memnon, 2005.

7. KLIN, A. et al. Validity and neuropsychological characterization of Asperger syndrome: convergence with nonverbal learning disabilities syndrome. The Journal of Child Psychology and Psychiatry and Allied Disciplines, v. 36, n. 7, p. 1127-1140, 1995.

8. BAUER, S. Asperger syndrome: through the lifespan. New York, 1995.

9. ROCCA, C. C. A.; SCHEUER, C; ASSUPÇÃO, F. B. Neuropsychological evaluation in Asperger syndrome: multiple cases study. Infanto Revista neuropsiquiatria infanc. adolesc., v. 8, n. 1, p.34-43, 2000.

10. KLIN, A. Asperger syndrome: diagnosis and external validity child and adolescent psychiatric clinics of North America, v. 12, Issue 1, p.1-13, jan. 2003.

11. AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Diagnostic and statistical manual of mental disorders (DSM-IV-R). 4. ed. Washington, D. C., 1994.

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24 Comments

  1. Preciso trocar informações com pessoas que foram diagnosticadas já na vida adulta.
    Obrigada.

  2. Samanta Mendonça

    Bom, existem vários graus de Aspergers. Sou portadora, tenho 30 anos, Contadora, Pós Graduada em Finanças, Controladoria, Auditoria, sou Matemática e estudo Direito. É meio complicado, mas tento ter uma vida normal. Tratem seus filhos como pessoas normais e os ajudem no que possível, são especiais e podem alcançar boas posições.

    • olá, Samanta
      Gostaria de poder manter contato contigo.
      Tenho filho SA, 11 anos, diagnosticado desde os 4 anos.
      Tenho muitas dúvidas.
      segue meu email: cristianerh@hotmail.com

      • Também sou Asperger. Tenho 33 anos, sou funcionário público de universidade federal, Físico de formação, cursando o último ano do doutorado em Física Teórica. Sou casado e tenho dois filhos, um de 11 e outro de 4. Fui diagnosticado aos 30 anos, mas nunca fiz tratamento. Tenho clara noção que sou bastante diferente dos demais e estou constantemente lutando contra minha confusão mental e visão de mundo. Tenho muitas incertezas sobre a vida e vira e mexe tomos decisões ruins por impulso. No geral eu acho que tenho uma vida saudável.

  3. Gente se alguém souber me informar por favor, me digam se a rede privada não pode me dar esse laudo. Pois a psicóloga dele que da rede de um plano de saúde disse que não. Poderia dar o laudo . Que eu deveria procurar essa avaliação em outro lugar.

    • Psicólogos não lhe darão esse laudo. Você deve procurar neurologistas ou psiquiatras ESPECIALIZADOS em autismo. Deixo aqui uma excelente indicação, que é longe (Jaguariúna), mas lhe poupará muitas idas de porta em porta de consultórios de médicos que não sabem nada sobre a síndrome. Dra. Raquel Del Monde – Psiquiatra Infantil – (019) 3867-5759 / 3837-1092 – E-mail: raquel@nucleoconexao.com.br – Boa sorte!

  4. Olá, Li comentários de todos. Meu filho tem 19 anos e só descobri que ele tem Síndrome de Asperger quando ele tinha 14 anos. Antes disse fiz uma verdadeira peregrinação com eles em diversos profissionais, sempre soube que havia algo a mais nele além dos diagnósticos que os médicos atribuíam a ele como síndrome do pânico, fobia social, agorafobia, terror noturno, déficit de atenção entre outros…Tudo se resumiu a uma pequena palavra Asperger. Fiquei em pânico, mas a partir daí me cerquei de informações e fui buscar os profissionais certos, que são aqueles que em algum momento tiveram contato com outros Aspergers. Deu certo, ele estou na escola comum, com muito sofrimento até a quinta série do ensino médio, depois o tirei do colégio. A psicóloga que o atendeu me disse: Kátia, fique calma e espere, vamos tratar seu filho e quando ele sentir a necessidade de voltar a estudar ele irá. Foi o que aconteceu, ele estou em casa e agora com todas as dificuldades que um Asperger têm, ele se prepara para prestar o vestibular no final do ano. Trabalha como web designer e técnico de informática, trabalho que ele pode fazer em casa. Hoje em dia com ajuda de terapia, ele consegue falar ao telefone, conversar com as pessoas e sair sozinho. Ainda sente coisas horríveis quando está em público ou diante de algo que não faz parte de sua rotina como: ânsia de vômito, dor na barriga, sudorese, dor de cabeça, tontura, calafrios, taquicardia….Ainda assim, contudo isso ele está caminhando e aguardando alguma terapia ou remédio que o ajudem. Eu sempre, desde criança digo a ele o seguinte: “Você tem que ser maior do que os seus problemas, você tem que dominar seus problemas, jamais deixa que os problemas dominem você, você é forte, você consegue”. Vocês também mães, estamos juntas e o sofrimento é o mesmo, algumas mais outras menos, mas a esperança deve prevalecer sempre porque amor temos de sobra. Paz e boas vibrações a todos. 😉

    • Nossa eu sinto as mesmas coisas que seu filho, porém eu estudo muitas técnicas até desenvolvi algumas para disfarçar determinadas situações, não tenho um diagnóstico pois meus pais acreditam que o diabo influência a mente aí já viu né (risos) mas pelo que você falou tenho grandes possibilidades de ter asperger

      • Raimunda jesus

        eu tambem tenho filho com 28 anos que tem sindrome de asperger diagnosticado tardiamente, tem muitas dificuldades parou de estudar na oitavo ano nao sai de casa sozinho, faz traatamento com neurologista, ja conseguiu superar muitas coisas mais aindaa precisa de ajuda gostaria de me comunicar com vc katiaa soares pra mim passar algumas dicas pra eu ajudar meu filho anderson, ou com alguem que possa me ajudar nessa caminhada. beijos!!

    • Liane França

      Olá Katia, me ajudou muito falando sobre o seu filho, tenho um filho de 14 anos, que tem diagnóstico de TDAH, mas sempre percebi que não era bem isso, que ele tinha outras características e era diferente, só agora estou conhecendo a Síndrome de Asperger e estou em busca de atendimento no neuro ou em um psiquiatra para diagnosticá-lo, pois eu mesma já tenho absoluta certeza do diagnóstico, cada matéria que eu leio me surpreendo com o fato dele se encaixar perfeitamente em todas as características, os médicos em que o levei sempre descartaram a possibilidade do autismo, então acreditei e nunca busquei informações sobre outras síndromes do espectro autista, infelizmente, busco agora tardiamente esse diagnóstico, que irá me aliviar, me orientar, me dar uma direção para ajudá-lo no que for possível. Felicidades a vcs e obrigada!

    • EMERSON UBIALI

      oi katia?

  5. Olá boa noite
    Muito amor e paciência.eles ficam gratos
    O meu filho foi diagnosticado com 10anos.

  6. Elizabeth Nunes

    Olá para todos
    Meu filho só foi diagnosticado aos 12 anos pelo neuropediatra dr. Higashi
    Ele tem clínica no rio e parana, sou Brasileira e moro na África há muitos anos, estou num deserto e aqui não tem nada de nenhuma especialidade.
    Vou voltar ao Brasil durante um tempo para ele fazer o tratamento com o Dr Higashi, meu tempo e dinheiro só deu pra consulta…
    Ele tem epilepsia , e como sou messiânica faço johrei desde bebê, e não convulsionou mais.
    Não sei como será o tratamento mas vou tentar, foi o único que fez o diagnóstico.
    Como sou professora, desde a leitura a todo resto aprendeu comigo, mas ia na escola normal . Ele desistiu da escola depois de mudar de escola por motivo de mudança, o retirei da escola sim, não me arrependo, aprende em casa tudo que é útil para ele, tudo prático com experiências como compras…
    Já estou direcionando ele para um curso profissionalizante no futuro, ligado à música , artes.
    Meu marido não se conforma, esta sempre brigando com ele, como se adiantasse…..
    Mas na filosofia messiânica aprendi a lidar com ele de uma maneira milagrosa.
    Sou muito feliz com ele, gente não podia ser mais grata a Deus. Vivo rindo da vida…
    ESPERO QUE EU TENHA AJUDADO.
    !

  7. Oi, gostaria que vcs me enviassem artigos sobre o assunto. Tenho uma prima de 4 anos que tem asperger, esse mês vai fazer um ano que ela foi diagnosticada com a sindrome. A mae dela levou ela em varios especialista mas diferente de outras crianças ela tem o QI avançado .. Todo os depoimentos de mães que eu li dizem que o filho tem difulcadade na escola mas ela só tem dificuldade na interação com os colegas. Ela aprendeu a ler sozinha, com 3 anos ela foi pra escola e a professora foi quem percebeu , minha tia achava q ela decorava as coisas mas nao !! A professora misturou todos os cadernos e pediu para ela procurar o dela e ela pegou de um por um e lia o nome de cada aluno até achar o dela. No dia dos pais era pra ela desenhar e entregar para o pai dela, ela desenhou, escreveu uma dedicatória e leu , os alunos ficaram encima da professora pq ela sabia escrever e ler e eles não. Mudaram ela pra turma de 5 Anos pra ver se adiantava mas é muito difícil ela aceitar as pessoas. Hj ela ta com 4 anos e já sabe falar inglês por causa dos desenhos. Gostaria de saber se tem outro caso parecido e se vcs poderiam me enviar mais pesquisas feitas sobre o assunto. Ela é abençoada por Deus peça sua inteligência

  8. José Leonardo Prates

    Muito interessante a explanação d assunto. Ficou mais fácil entender melhor o meu jeito diferente de agir diante da sociedade. Não entendia o por quê da peculiaridade no meu comportamento diante de situações comuns do dia-a-dia e isso me prejudica. Agora posso entender melhor a situação e encontrar uma maneira de agir corretamente ou não me expor.

  9. Angela Brito

    Li a matéria e achei, muito interessante, pois tenho um filho de 10 anos,o Gabriel, com pré diagnóstico de Síndrome de Asperger.
    Então tenho lido e visto muitos vídeos a respeito.
    Mas hoje, meu filho teve uma crise na escola, e a coordenadora me ligou,perguntando se ele tinha algum problema, eu disse que sim, perguntei se ela conhecia a Síndrome de Asperger, ela respondeu, que nunca tinha ouvido falar.
    E me exigiu um laudo até o final do bimestre.
    Tenho tentado a 3 anos, psicólogos,psiquiatra e nada, por favor me digam, onde e como posso conseguir um lugar, para ajuda-lo, não sei como lidar com ele.E estou desesperada, vejo meu filho sofrendo, e não sei o que fazer e nem tenho recursos para ajuda-lo.Conto com vocês e aguardo resposta, obrigado

    • Prezada Ângela,
      Procure ajuda na rede pública com neuropediatra ou psiquiatra infantis – eles poderão ajudá-la.
      Na escola, você pode tentar as seguintes adaptações que estou tentando com meu filho: prova com ledor, diminuição de conteúdo, prova adaptada (prova de marcar x, em vez de muitos conteúdos com respostas discursivas), redução de conteúdo ministrado em sala de aula.
      Meu filho tem Asperger e dificuldades de aprendizado, então tento conseguir essas coisas na escola com ele. Mas é uma luta.
      Caso seu filho tenha problemas de atenção, talvez seja o caso de ser preciso dar remédio. Ritalina não deu certo para meu filho. Tentamos outro remédio, mas deu tics, então tivemos que parar.
      Psicólogo é preciso para dificuldades de adaptação social. Mas acho que você pode conseguir esses profissionais na rede pública,sim. E te digo claramente que, mesmo com muitos esforços para pagamento de profissionais em rede particular, é muito difícil até encontrar o profissional que irá ajudá-los melhor.

    • Angela

      Meu filho já tem 23 anos e tem o diagnóstico desde os sete. Se hoje ainda é tão difícil, você nem pode imaginar o quanto sofremos com tudo isso nos tempos dele. A escola, para um Asperger, é UM INFERNO…. Se em alguma altura você sentir que ele está sofrendo, mude de estabelecimento ou até tire-o da escola se for necessário, por uns tempos.
      Parece radical, mas que benefício ele tira da escola se ele só sofre lá? Analise bem e não fique refém de gente que não entende seu filho. Veja se ele não sofre bullying.
      Quanto a profissionais, uma certeza: ninguém ajuda nada. Nem psiquiatra, nem psicólogo, nada. SOMENTE VOCÊ E SEU MARIDO PODEM AJUDAR SEU FILHO… PORQUE SOMENTE VOCÊS O CONHECEM. Não gaste dinheiro a toa, seu filho é assim e vai ser sempre assim, vai amadurecer do jeito dele. Aceite, ame e proteja.
      Desculpe se pareço meio pessimista, mas sei bem do que eu falo. Um abraço, boa sorte!

      • Tenho um filho Asperger adulto de 19 anos. As escolas em que ele estudou nunca perceberam nada e a última, que foi avisada da possibilidade de um problema, preferiu me tratar como vilã, do mesmo modo que a psicóloga que tratou dele antes do diagnóstico.
        Meu filho passou por diversas “profissionais” entre psicólogas e psiquiatras, que atendem a clientes de alto padrão financeiro. Teve psicóloga que diagnosticou depressão e depois deu um tempo no tratamento porque ele não respondia. Teve psiquiatra que trabalha com autismo que disse que ele podia desenvolver depressão um dia. Pesquisando na internet, encontro ótimos artigos informando os procedimentos para um tratamento bem sucedido para o Asperger. No entanto, percebo que os profissionais não seguem a cartilha. Se você e seu marido estão afinados na necessidade de ajudar o filho de vocês (infelizmente, o meu filho tem um pai que não ajuda), acredito que possam se guiar pela internet, para saber identificar se o profissional vale a pena ou não. Acumulei um mundo de informações e observo que, somente os pais atuando, não é suficiente. Precisa de técnica pra o tratamento funcionar. Se o Asperger tiver a sorte de juntar, pais que queiram participar efetivamente do tratamento, com um profissional competente (que goste do seu trabalho e que, se não tiver, busque o conhecimento), certamente, o progresso dele vai ser enorme.

        • Vc me descreveu neste texto. Que incrível!!! Tenho um filho de 19 anos… descobri recentemente que ele é portador dessa síndrome.. Incrível!! Tudo que vc falou é idêntico.

      • Meu filho vai fazer 20 anos.. sempre foi meio diferente na escola e na socialização com os amigos. Já levei a psiquiatra e psicólogos que diagnosticaram apenas Ansiedade. Como mãe sinto que tem alguma coisa diferente. Gostaria de saber mais sobre essa síndrome

    • Procure essa médica psiquiatra especialista em Autismo, Asperger e Superdotação. Ela fica em Jaguariúna, mas mesmo se for longe para você, vale super a pena, pois ela entende de Asperger como poucos no Brasil e, se for o caso, ela não enrolará para dar um diagnóstico justo ao seu filho. Dra. Raquel Del Monde – Tel. (019) 3867-5759 / 3837-1092 – E-mail: raquel@nucleoconexao.com.br

  10. maria cristina de souza oliveira

    gostaria de receber mais informações sobre este estudo
    sa ou mesmo palestra gratuitas,

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