O Cérebro – Documentário
Este documentário é bem bacana. Ele explica coisas relacionadas com o cérebro como sexo (orgasmo), medo, esportes, violência e diversos outros temas. Vale a pena assistir.
Este documentário é bem bacana. Ele explica coisas relacionadas com o cérebro como sexo (orgasmo), medo, esportes, violência e diversos outros temas. Vale a pena assistir.

CIÊNCIAS E COGNIÇÃO
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Neste post vamos tratar dos inalantes e o efeitos deles no nosso cérebro. Para começar, você sabe exatamente o que é um inalante?
São chamadas de inalantes uma série de substâncias aspiradas pelo nariz ou pela boca que podem ser produzidas a partir de diferentes princípios ativos. Elas fazem com que o organismo de uma pessoa produza modificações alucinógenas e depressoras – as famosas “viagens”, “baratos” ou qualquer outro nome que seja dado para estes estados alterados quimicamente. Agora vem um detalhe muito, mas MUITO importante, estes inalantes são produzidos usando-se solventes juntamente com aerossóis, gasolina, colas, esmaltes, tintas, acetonas, éter, ambientadores, vernizes, fluído de isqueiro, spray para cabelos e muitos outros. Dá para acreditar? Os solventes são capazes, por exemplo, de retirar tinta de um objeto, então imagine só o que fazem com o corpo de uma pessoa quando começam a passar pelas narinas, pelos pulmões e por aí vai? E por quê alguém faria isso? Bem, algumas pessoas mal informadas usam essas substâncias com a intensão de obter prazer e euforia, mas nem imaginam o que estão fazendo com seus cérebros, além de outras áreas do corpo.
Acontece que os vapores dos inalantes, frequentemente, contêm mais de uma substância química prejudicial. Algumas são eliminadas do corpo rapidamente, porém a maioria destas substâncias nocivas são absorvidas pelos tecidos grasos do cérebro e do sistema nervoso, onde podem permanecer por muito tempo.
Um dos tecidos grasos é a mielina, uma espécie de capa protetora que rodeia muitas células nervosas do corpo. Ela protege o neurônio. Como? Bem, imagine o sistema nervoso do nosso corpo como uma instalação elétrica, então imagine a mielina como o isolante de borracha que protege cada fio elétrico. As células nervosas no cérebro da gente e na nossa medula espinhal são como o “centro de comando” do corpo. Elas enviam e recebem mensagens que controlam quase tudo o que se pensa e faz. Uma grande estação com muito fluxo de informação.
Um problema com o uso de inalantes por muito tempo é que as substâncias químicas poder degradar a mielina. Se isso acontece, é possível que as células nervosas já não consigam transmitir mensagens.![]()
Mais Além do Cérebro
Umas das razões porque os cientistas estão interessados no estudo sobre inalantes é porque estas substâncias químicas afetam o corpo de muitas maneiras. Alguns dos efeitos do uso destas substâncias se devem a trocas químicas no cérebro, outros são ações diretas sobre diferentes partes do corpo como o sistema circulatório.
Você sabia que alguns inalantes aumentam o tamanho dos vasos sanguíneos, permitindo maior fluxo de sangue? E outros inalantes podem fazer que o coração bata mais rápido. Isto pode ser um grave problema, especialmente se alguém inala gás butano. Por quê?
Bem, o gás butano é um dos ingredientes nos acendedores de cigarros (isqueiros) e nos aerossóis para preencher os acendedores. Este faz com que o coração se torne mais sensível a uma substância química que leva mensagens desde o sistema nervoso até o coração. Esta substância, chamada noradrenalina, faz com que o coração bata mais rápido quando se encontra em uma situação estressante, como por exemplo, quando algo te assusta de repente.
Se o coração se torna mais sensível a noradrenalina, uma dose normal da mesma pode fazer com que o coração perca momentaneamente seu ritmo e deixe de bombear sangue para o corpo. É assim que morrem algumas pessoas que usam inalantes. Os inalantes também podem causar a morte por asfixia. Isto ocorre quando os vapores inalados substituem o oxigênio nos pulmões e no cérebro. Isto é conhecido como “morte súbita por inalação”.
Trocas no Cérebro
Os danos que resultam do uso de inalantes por longo tempo podem diminuir ou deter a atividade das células nervosas em algumas partes do cérebro.
Isso pode passar para o córtex frontal, que é a parte do cérebro que resolve problemas complexos e planeja o futuro. Entretanto, se os inalantes conseguem entrar no cerebelo que é uma parte do cérebro que controla os movimentos e a coordenação motora, podem fazer com que o usuário se mova torpemente, isto é, com lentidão.
Os estudos mostram que os inalantes podem causar danos aos neurônios do hipocampo. O dano ocorre porque as células não recebem oxigênio suficiente.
Já que o hipocampo ajuda a controlar a memória, é possível que as pessoas que usam inalantes repetidamente percam a habilidade para aprender coisas novas, não reconheçam coisas familiares ou tenham dificuldade em seguir uma simples conversa.
Além disso, a capacidade de sentir odores fica bastante prejudicada, podendo ser até eliminada. E, cá entre nós, há coisas muito importantes para o uso do nosso nariz como sentir um bom perfume, sentir o cheiro de uma comida deliciosa e outros, não é mesmo?.
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Adaptação de texto de divulgação científica do Instituto Nacional sober el Abuso de Drogas (Institutos Nacionales de la Salud)
Por Clarisse da Silva Baptista
Imagem 1 – sob licença, de FreeDigitalPhotos.net
Imagem 2 – autores Genia Brodsky e Noam Sobel (The Weizmann Institute), sob licença de Wikimedia Commons
Oi galera, nessa semana vamos falar de um assunto que chama muita atenção, principalmente das meninas em relação ao corpo, mente e comida. Nós vamos falar sobre “Compulsão Alimentar” e tirar algumas dúvidas sobre o assunto.
Compulsão Alimentar é um nome muito conhecido para uns, mas tem gente que nunca ouviu falar disso ou então não sabem o que realmente é. Resumidamente, podemos dizer que é um impulso incontrolável para comer. Sim, a pessoa come tudo o que vê pela frente, não importa se já almoçou ou se nem está com fome. Viu algo de comer começa logo a querer ingerir o alimento.
Será que tenho Compulsão Alimentar?
Olha, muitas pessoas se perguntam: “será que tenho Compulsão Alimentar?”. Esse é um assunto muito comentado ultimamente, mas é preciso ter cuidado antes de dizer que sim. Uma pesquisa americana mostrou que quem sofre de Compulsão Alimentar apresenta atividades semelhantes e nas mesmas regiões cerebrais que os dependentes do álcool e das drogas. Acredita?
Quem sofre de Compulsão Alimentar apresenta atividades semelhantes e nas mesmas regiões cerebrais que os dependentes do álcool e das drogas.
“Isto confirma que a dependência alimentar está relacionada aos centros de recompensa do cérebro. Trata-se de um processo biológico, não somente de um problema comportamental”, disse Bonnie Levin, professora de neurologia e diretora da divisão de neuropsicologia da Escola de Medicina da Universidade de Miami, que.
Hoje, acredita-se que, no cérebro, há circuitos neuronais comuns responsáveis pela sensação de prazer promovida tanto pela ingestão de alimentos, quanto pelo consumo de drogas. Vamos entender melhor… Estudos com ratos de laboratório demonstraram que o consumo repetido e excessivo de açúcar pode sensibilizar receptores cerebrais de dopamina (uma substância que é produzida pelo cérebro quando se sente prazer). A mesma coisa acontece quando se usa drogas ilícitas. Estudos com técnicas de neuroimagem cerebral, tipo tomografia, que permitem visualizar imagens da estrutura e funcionamento do cérebro, também mostram que existem semelhanças entre as respostas fisiológicas (funcionamento do corpo) quando a pessoa fica na expectativa para comer alimentos saborosos ou para usar drogas. isso acontece porque a dopamina é liberada nas mesmas áreas cerebrais. Mas veja bem, não significa que os efeitos na nossa saúde sejam os mesmos em relação ao abuso de comida e o uso de drogas, ok?
Como vou saber se tenho Compulsão Alimentar?
Bem, só um médico vai poder dizer se uma pessoa sofre ou não de Compulsão Alimentar, mas segue abaixo algumas dicas dos sintomas mais comuns. Então, se você apresentar muitos destes sintomas, vale a pena procurar uma opinião médica:
1) Ingerir uma quantidade grande de alimentos, mesmo não tendo fome;
2) Sensação de perda de controle, com sentimento de culpa e depressão, após a comilança;
3) Comer mais rápido que o habitual até se sentir desconfortável e muito cheio;
4) Vontade incontrolável de comer quando está triste;
5) Enorme de comer quando está psicologicamente abalado ou com sentimento de inferioridade;
6) Estar descontente com a aparência e peso;
7) Esconder embalagens de alimentos vazias para que os outros não saibam que você comeu;
8) Sentir vergonha dos hábitos alimentares que tem, dizendo para os outros não sabe porque engorda se quase não come.
Compulsão Alimentar tem cura?
Bem, não existe uma cura, mas tem uma série de tratamentos que podem ser combinados de acordo com as necessidades do paciente. O tratamento algumas vezes pode envolver um grupo de diversos profissionais, por exemplo, equipes com psicólogo, nutricionista e psiquiatra. Isso pode acontecer quando é verificado que o problema possui outras condições associadas. O mais importante é procurar um acompanhamento com profissionais.
Normalmente, não são usados medicamentos para tratar o transtorno de ingestão compulsiva (compulsão alimentar), apesar de poderem ser usados supressores de apetite com controle médico e alguns medicamentos, podendo chegar até mesmo no uso de antidepressivos, dependendo do caso.
O transtorno de compulsão alimentar é um transtorno alimentar mais comum do que se imagina, embora muitas vezes mal compreendido. Mas dizer que é comum, não quer dizer que seja normal e saudável. Qualquer informação adicional sobre o transtorno de compulsão alimentar deve ser procurada junto de um médico, um especialista em transtornos alimentares ou outros terapeutas relacionados com este tipo de condição de saúde.
Mais informações:
- Compulsão Alimentar: um transtorno ainda em discussão
- Dependência Alimentar ou Ânsia de Comer?
- Compulsão Alimentar - InfoEscola
- Compulsão Alimentar - Sinais, Diagnóstico e Tratamentos
- Comida que funciona como droga
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Por Natalia Inacio Oliveira Dolabela Medeiros (bolsista Jovem Talento – Pré-Iniciação Científica – FAPERJ) / Orientador: Glaucio Aranha / Estudante do CIEP 178 João Saldanha (Belford Roxo – RJ)
Imagens cedidas, sob licença, por www.freedigitalphotos.net
Insônia: uma noite “de dar nos nervos” 
Quem nunca passou uma noite em claro tentando dormir sem sucesso porque o sono desapareceu? Apesar de ser muito comum, a insônia não chega a ser uma doença, mas é considerada um distúrbio do sono que pode causar doenças graves se não for tratada. Outros distúrbios do sono são: o ronco, a apneia do sono (ficar sem respirar, enquanto dorme), hipersonia (isso mesmo, dormir todo dia muito mais que 8 horas pode ser sinal de problemas), narcolepsia (uma espécie de sono irresistível durante o dia, mesmo tendo dormido uma boa noite de sono), entre outros. mas vamos nos limitar a um desses distúrbios neste texto: a insônia.
Mas o que é a insônia?
É a dificuldade de dormir ou de permanecer dormindo durante a noite. Pode tomar diversas formas, por exemplo: ter um sono breve com impossibilidade de voltar a dormir depois ou dormir períodos curtos intercalados com intervalos sem sono. Isto, obviamente, sem um motivo justificado. Dormir pouco uma única noite porque está preocupado com algo que vai acontecer no dia seguinte, não é exatamente uma insônia preocupante, mas o resultado da ansiedade ou preocupação, ok? E fique atento, pois a insônia não é definida pelo número de horas dormidas, pois as pessoas têm necessidades de sono diferentes.
A insônia pode ser classificada em relação à sua duração como:
E afinal o que causa insônia?
Bem, muitas coisas diferentes podem causar a insônia, por exemplo, o estresse, muita cafeína (contida não só no café, mas também em bebidas como Coca-Cola, Pepsi, Mate), depressão, ansiedade, grandes mudança de hábitos (como trabalho em turnos) e dores. Mas é importante ter em mente que a insônia não chega a ser considerada um problema sério de saúde, daqueles que não têm solução, também não é por aí. Então por quê ela é considerada um “distúrbio da saúde”?A resposta é simples. É que ela pode causar consequências importantes e aí sim bem graves, como é o caso da depressão, de dificuldades de concentração, de falta de energia, de irritabilidade e de sonolência durante o dia. Já pensou nos efeitos de dormir enquanto dirige? Pois é!
Quantas horas de sono são realmente necessárias?
Olha, a maioria das pessoas em idade adulta necessita de cerca de 6 a 8 horas de sono bem, dormido durante cada noite. Isso não quer dizer que uma pessoa seja anormal por dormir menos de 6 horas, não, ok? Por exemplo, alguns monges descansam seus cérebros praticando regularmente meditação, o que faz com que precisem se menos tempo de sono. E uma curiosidade: os golfinhos nunca dormem completamente. Eles descansam um lado do cérebro (hemisfério cerebral) enquanto o outro fica acordado e depois trocam. Por que? Ora, os golfinhos são mamíferos e precisam respirar fora da água, se dormissem por completo e afundassem acabariam morrendo afogados (asfixia). Mas para os humanos, uma boa média de sono gira em torno de 8 horas.
O que eu posso fazer para dormir melhor?
-Vá para a cama e acorde sempre nos mesmos horários, todos os dias (mesmo nos finais de semana, sim, é isso mesmo!). Isso ajudará você a treinar o seu corpo a dormir melhor a noite. Adquira uma rotina antes do sono, como por exemplo, tomar um banho morno e ler durante uns 10 minutos alguma coisa agradável. Não, as mensagens do Facebook não servem. Em pouco tempo, esta rotina o ajudará a pegar no sono.
-Use o quarto apenas para dormir. Não, não cultive o hábito de comer, falar ao telefone, ver televisão ou usar o notebook enquanto estiver em sua cama, seu corpo poderá ficar mais descansado, mas seu cérebro também precisa de descanso.
- Mantenha o quarto escuro e silencioso na hora de dormir. Se o barulho for um problema, tente usar uma música calma e suave para mascarar o som ou até mesmo usar um tapa-ouvidos. Se houver necessidade de dormir durante o dia, use uma máscara nos olhos para que você se habitue à noite como ambiente ideal para dormir.
- Evite ou reduza a quantidade de cafeína (café, chá preto, refrigerantes e chocolate), remédios para resfriado, álcool e fumo.
- Exercite-se com mais frequência. Além de te manter em forma e com um corpo bacana, já se sabe que a atividade física regular ajuda a pessoa a ter um bom sono. Ah, mas não vá fazer exercícios faltando menos que 3 horas para dormir, por que nesse caso você só vai conseguir ficar mais agitado.
-Aprenda técnicas para reduzir o estresse do seu dia-a-dia (ioga, meditação), pois ajudam bastante, além de contribuir muito para sua qualidade de vida.
Remédios para dormir podem ajudar?
CUIDADO!!! Remédios para dormir podem ajudar algumas pessoas. Eles não são para uso por conta própria, nem devem ser tomados com frequência. Lembre-se, todo remédio tem contra-indicações, ele ajuda a resolver um problema, mas o uso prolongado pode causar outros, dependendo do caso até piores. Então, remédio somente quando um médico achar necessário, até porque há tantas soluções, mais práticas, saudáveis e gratuitas. Aliás, nenhum remédio é uma “cura” para a insônia, eles existem para ajudar um tratamento médico. O uso de remédios para dormir pode ser perigoso para pessoas com certos problemas no coração e particularmente para idosos.
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Por Joyce Ariana Pessanha da Silva (bolsista Jovem Talento – Pré-Iniciação Científica – FAPERJ) / Orientador: Glaucio Aranha / Estudante do CIEP 178 João Saldanha (Belford Roxo – RJ)
Imagens cedidas, sob licença, por www.freedigitalphotos.net
Olá, nosso papo hoje é sobre os efeitos da Nicotina no cérebro. Muita gente fala dos efeitos prejudiciais da nicotina na saúde das pessoas e que ela vicia, mas você sabe como ela age em nosso cérebro? Então, vamos descobrir.
Bem, a primeira coisa que precisamos entender é que o Cérebro é composto pro bilhões de células nervosas, também chamadas de neurônios. Estas células se comunicam entre si através de elementos químicos. Comunicação através de química? Sim, é isso mesmo. Pode parecer complicado, mas não é. Vamos fazer o seguinte, basta ir acompanhando na imagem ao lado.
As células nervosas liberaram uma espécie de mensageiro químico chamado neurotransmissor (representados pelos triângulos amarelos com o número 1 na figura). Cada neurotransmissor é como uma chave que se encaixa em uma fechadura chamada receptor e que está localizado na superfície das células nervosas. Quando um neurotransmissor encontra o seu receptor, ele ativa a célula nervosa que contém esse receptor (ver o número 2 na figura), desencadeando uma resposta. Sim, e a Nicotina?
Bem, a molécula de Nicotina imita o papel de um neurotransmissor chamado acetilcolina. O nome é meio estranho, mas tem cada nome estranho em qualquer lugar, não é mesmo? A acetilcolina e seus receptores estão envolvidos em muitas funções, incluindo o movimento muscular (braços, pernas, rosto e outros), e também na respiração, na frequência das batidas do coração, no aprendizado e na memória. Age também na liberação de hormônios que afetam o estado de ânimo, o apetite e uma porção de outras coisas. Ok?
Bem, quando a Nicotina atinge o cérebro, ela se junta aos receptores de acetilcolina e imita suas ações, ela também ativa áreas do cérebro envolvidas na produção de sensações de prazer e gratificação. Como ela faz isso? Ah, sim, a Nicotina aumenta os níveis de um neurotransmissor chamado dopamina nas partes do cérebro que produzem essas sensações de prazer e gratificação. É isso que vai causar o vício (você sabia que o nome técnico para “vício” é “adição”? Senão sabia, agora já sabe.). Isso ajudaria a explicar porque é tão difícil deixar de fumar.
Fácil de começar difícil de deixar 
Sabia que a nicotina é tão viciadora como a cocaína ou heroína? Quando se usa nicotina repetidamente, como quando se fuma cigarros, o corpo desenvolve uma tolerância a ela, ou seja, vai se habituando com a quantidade de nicotina no organismo. Quando se desenvolve uma tolerância, é necessário cada vez mais quantidade da droga para se sentir o mesmo efeito. Uma vez viciado no ciclo de assimilar a substância e desenvolver tolerância e aumentar a dose é muito difícil deixar o hábito. Pessoas que começaram a fumar antes dos 21 anos de idade, por exemplo, têm mais dificuldade em deixar de fazê-lo, e só uma em cada dez pessoas que decide parar de fumar consegue obter êxito. Logo, o melhor é não começar.
Quando as pessoas viciadas em nicotina deixam de fumar, podem passar por diversas dificuldades: ansiedade, fome, depressão, dor de cabeça e outras sensações desagradáveis. Estas sensações são conhecidas como “sintomas da síndrome de abstinência” porque ocorrem quando a pessoa se abstêm de ingerir a nicotina.
Os sintomas da síndrome de abstinência podem ser desagradáveis, porém fumar por longo tempo pode ser ainda muito pior, pois eleva a pressão arterial, diminui os sentidos de olfato e de paladar, reduz a energia e enruga a pele. E o que pode ser ainda mais perigoso é que fumar por longo tempo pode provocar coisas mais graves como um ataque no coração, enfisema e câncer, todos os casos podem ser fatais. No cérebro, os efeitos mais graves são derrame cerebral e surgimento de tumores.
É surpreendente, mas o uso da nicotina (fumar cigarros, mascar tabaco, etc.) causa ainda mais enfermidades e mortes que todas as outras drogas de dependência combinadas. Uma a cada seis mortes nos Estados Unidos são resultado do hábito de fumar tabaco. Apesar disso, mesmo enfrentando o risco de morte, muitas pessoas continuam consumindo nicotina porque estão viciadas. E uma coisa que é inacreditável é que as estatísticas mostram que metade dos fumantes que tem um ataque do coração continuam fumando ainda que o médico lhes tenha advertido que devem parar. Dá para acreditar?
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Adaptação de texto de divulgação científica do Instituto Nacional sober el Abuso de Drogas (Institutos Nacionales de la Salud)
Por Clarisse da Silva Baptista
Imagens cedidas, sob licença, por FreeDigitalPhotos.net
Como um beijo funciona?
Em um beijo apaixonado acontece a dilatação dos vasos sanguíneos para o cérebro receber mais oxigênio do que o normal. As bochechas ficam rosadas, o pulso acelera e nossa respiração fica descontrolada e intensa. As pupilas dilatam, o que, talvez, explicar o porque muitas pessoas fechem os olhos durante este momento.
Ele age como uma “droga”, estimulando a liberação de neurotransmissores, que são substâncias químicas importantes utilizadas na comunicação entre células excitáveis. Para você ter ideia, um beijo ativa cinco dos doze principais nervos cranianos que passam por diversas partes do nosso rosto, alem de provocar mudanças como o conhecido “friozinho na barriga”, aquele acelerar incontrolável do coração e da respiração. Vale lembrar que os lábios estão localizados em uma região cheia de terminações nervosas e que as informações recebidas serão enviadas para o nosso cérebro. Aliás, foi por isso que, a partir de estudos, fizeram uma figura bem engraçada, chamada Homúnculo de Penfield, mostrando quais são as partes do corpo mais sensíveis. Advinha como ficaram representdos os lábios e a língua?
Se existir uma boa “química” entre o casal, o beijo certo pode liberar uma grande mistura de hormônios (outro tipo de substância química) que espalham uma série de informações pelo nosso cérebro e pelo corpo todo.
Beijar deixa o nosso corpo super ocupado e pode fazer nossos pensamentos confusos e mais ocupados a
inda tentando entender uma grande quantidade de informações, enquanto bilhões de pequenas conexões nervosas (sinapses, figura…) mandam sinais para ajudar a decidir o que irá acontecerem seguida. Osimpulsos nervosos causados pelo beijo aumentam a comunicação entre o cérebro e diversas partes do corpo: glândulas, coração, vísceras, língua, músculos faciais, lábios e pele. Esses impulsos resultam na liberação de neurotransmissores que influenciam o como nos sentimos e pensamos. Uma das mais importantes substâncias envolvidas no beijo é a dopamina, que nos dá a sensação de motivação e prazer, alem de sempre querer mais! Mas a dopamina é só uma das muitas substâncias envolvidas com o beijo.Será normal um beijo te deixar confuso ou fora do ar? Claro! O beijo certo pode mexer inteiramente com a química do nosso corpo, fazendo a gente se sentir naturalmente “altos”, só que sem nos causar mal e sem prejudicar a nossa saúde.Então, galera, em vez de ficar pensando em como deve ser experimentar uma droga, vamos pensar em como fazer pra beijar aquele gatinho ou gatinha da sua escola. Porque se você quer saber como é a sensação de ficar nas nuvens, nada melhor do que dar muuuuuuuito beijo! =D
Por Tainá Assis
(Bolsista de Pré-Iniciação Científica, de Ciências e Cognição)
Os Jovens Talentos, de Ciências e Cognição, também vão participar da III Semana do Cérebro que vai acontecer no Rio de Janeiro, de 26 a 31 de março de 2012. Nós vamos atuar como voluntários nas atividades do “Laboratório Aberto de Práticas”, nos dias 27, 30 e 31 de março.
Entre em contato com seus professores e fale com eles sobre o evento. Muitas escolas do Rio e da região metropolitana irão participar e a sua escola também pode, o que não impede que você venha com pais e amigos também. As atividades abaixo são abertas para os Teens de plantão:
Se quiser maiores informações, acesse a página sobre o evento clicando aqui
Se sua escola ou pais quiserem marcar para um grupo grande alunos devem fazer de segunda à sexta-feira, das 09:00 às 16:00 h. Tel.: (21) 2562-6645. E-mail: memorial@biof.ufrj.br . Responsável: Equipe do Espaço Memorial Carlos Chagas Filho (Karina Saraiva, Gabriela Faria, Ana Paula Abreu, Kamila Oliveira, Renata Alves Dias e Rafael Brasil).
Neurocientistas começam a desvendar qual é a área do cérebro responsável pela leitura. Antes, era sabido quais áreas são usadas no processamento da linguagem, mas o ato da leitura ainda era uma incógnita. Veja esta interessante reportagem:
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Ouvir música nos faz mais inteligentes?
Não é bem assim! O que realmente acontece é que determinado som ou conjuntos de sons ativam áreas específicas no nosso cérebro que muitas vezes estão relacionadas com a criatividade. Além disso, ao aprender a tocar um instrumento musical pode melhorar sua concentração, autoconfiança e coordenação.
Com certeza! Comer bem e fazer exercícios físicos pode ajudar a manter boa memória e contribuir para um bom desempenho na escola. Então, não perca tempo, porque o consumo de alimentos nutritivos na juventude pode evitar alguns danos relacionados com a idade. Só não pode exagerar, senão os exercícios não vão adiantar.

Grupo de voluntários e Alunos que atuaram como monitores no Dia do Cérebro na escola: Ciep 178 João Saldanha
O Pólo de Belford Roxo teve seu funcionamento a partir da aprovação do projeto “Curso de Formação Continuada em Neurociências para Docentes da Educação Básica” aprovado pela FAPERJ. O mesmo tem por função desenvolver cursos de formação continuada em neuroeducação cujo conhecimento sirva para auxiliar o background daqueles que se dedicam a arte de educar.
Desde sua criação, o pólo Belford Roxo vem sendo coordenado pelas professoras Maria Luiza Pinheiro de Medeiros e Talita da Silva de Assis, além de contar com a colaboração de outros docentes alocados na instituição. A equipe também é composta por alunos de Ensino Médio que participam da Pré-Iniciação Científica, sendo eles Alan Santos Ferreira e Tainá da Silva de Assis (bolsistas Jovem Talento FAPERJ) e Pamela Cristine Jacinto.
Além da organização e realização do Curso de Formação Continuada, que acontece sempre no período de férias escolares (janeiro e julho), durante o ano letivo os participantes do pólo Belford Roxo participam de atividades de alfabetização científica do CeC-NuDCEN (Ciências e Cognição – Núcleo de Divulgação Científica e Ensino de Neurociências) desde março de 2010, quando ocorreu a “I Semana do Cérebro: uma Neuraventura sensorial”, havendo uma busca maior pela participação nesses eventos em agosto de 2010, quando o CIEP 178 João Saldanha recebeu a primeira visitação do Museu Itinerante de Neurociências – MIN. De lá para cá, além da participação nas visitações do MIN e em atividades da Semana Nacional de Ciências e Tecnologia, alguns discentes se interessaram de tal forma pela interface escola-universidade que buscaram participar de atividades como Cursos de Férias, onde alguns institutos abrem as portas de seus laboratórios para receber estudantes de ensino médio.
No pólo Belford Roxo também acontecem reuniões semanais do grupo de estudos em Neurociências, um espaço dedicado à discussão de assuntos relacionados ao tema de forma interativa. Dessas reuniões é que se originou o projeto “Desenhando com o Lado Direito do Cérebro” que busca a partir do desenho trabalhar aspectos matemáticos. Esse projeto encontra-se em andamento.
Se você quiser saber mais sobre essas e outras atividades desenvolvidas pelo pólo Belford roxo acesse a página do CeC-NuDCEN Pólo Belford Roxo ou entre em contato pelo e-mail aniatassis@yahoo.com.br e agende uma visita as nossas reuniões que acontecem todas as quintas feiras de 13:00 às 15:30.
Raio X do CeC-NuDCEN Pólo Belford Roxo:
Direção Geral Ciep 178 João Saldanha:
Colaboradores Internos:
Colaboradores Externos:
Alunos de Pré-Iniciação Científica (Pré-IC)
Aconteceu entre os dias 03/10 a 07/10/2011, na UFRJ.
Na 2a. Jornada de Iniciação Cientifica da UFRJ, o CeC-Nudcen participou apresentando trabalhos sobre: 1) o jogo da memória, com o videogame Nintendo wii, que atualmente é um dos jogos mais divertidos segundo a juventude; 2) trabalho sobre o efeito das drogas no sistema nervoso; e 3) sobre a memória operacional.
Site:
http://www.sigma-foco.scire.coppe.ufrj.br/site/foco/internas/jornada.html
A ideia da inexistência de flexibilidade do sistema nervoso está sendo reformulada nos últimos tempos pelos grandes avanços no ramo da neurofisiologia.
Hoje, já se sabe que o sistema nervoso apresenta uma enorme plasticidade, isto significa que os neurônios e suas conexões (sinapses) podem se modificar de modo permanente – ou pelo menos prolongado -, em resposta às ações do ambiente externo. Além disso, um dos maiores mistérios que cercava o cérebro vem sendo abalado, pois já se verificou que existe multiplicação de neurônios em algumas regiões do cérebro após o nascimento.
Um caso curioso de plasticidade no sistema nervoso ocorre em pessoas que sofreram amputação de um determinado membro e, frequentemente, continuam sentindo a presença do membro que perderam isso se explica, dentre outros fatores, pelo fato de que as regiões corticais que anteriormente recebiam as informações daquele membro passam a ser utilizadas por outras áreas.
Conheça agora alguns mitos e verdades sobre o assunto:
Algum tempo atrás, imaginava-se que depois de um dano cerebral não haveria recuperação das vias nervosas impactadas. Hoje, já se sabe que uma pessoa pode se recuperar de um dano cerebral, dependendo do local e da severidade do mesmo. Esse fato pode ser explicado pela capacidade que o cérebro tem de desenvolver novas conexões, podendo até “re-encaminhar” funções afetadas para outras áreas saudáveis.
Com o uso de drogas, o cérebro pode diminuir de tamanho, pois as drogas atuam no sistema nervoso central. Na verdade, isso acontece porque os componentes das drogas migram para regiões do cérebro e atuam principalmente nas conexões existentes entre os neurônios, interferindo no modo como essas células enviam e recebem informações. Além disso, o aparente estado de euforia comum nos dependentes químicos, durante o uso, pode ser explicado pela atuação das drogas em áreas do cérebro responsáveis pela produção de sensações agradáveis.
Por Tatiana Maia
O Pólo de Nova Iguaçu de Ciências e Cognição surgiu a partir de um projeto, com o apoio da FAPERJ, voltado para o desenvolvimento de cursos de formação continuada em neurociências que auxiliassem a promover a melhoria em escolas públicas, contribuindo para a arte de educar. O primeiro dessas ações de formação continuada foi o Curso de Formação Continuada em Neuroeducação.
Os participantes do pólo de Nova Iguaçu promovem atividades de Divulgação Científica e Ensino de Neurociências do CeC-NuDCEN desde março de 2010, quando ocorreu a I Semana do Cérebro: uma neuraventura sensorial. Este evento atraiu a atenção de alguns alunos do Colégio Estadual Maria Justiniano Fernandes, motivando-os a participar, em 2011, das oficinas de Neurociências da II Semana do cerebro: desvendando a memória, dos cursos de férias voltados para o Ensino Médio, oferecidos pela IBqM/UFRJ e Instituto de Microbiologia da mesma Instituição.
Nosso pólo, em Nova Iguaçu, está no início. Suas atividades começaram em maio de 2011. Nele são discutidos temas relacionados às neurociências, bem como sua aplicação no dia a dia na escola. O pólo está sendo coordenado pelo professor Gustavo H.V.S. Alves (Prof. DOC I SEEDUC-RJ) com a participação dos bolsistas de Pré-ICs (Pré-Iniciação Científica) da FAPERJ, Ariane Antônio dos Santos e Arthur Luiz da Silva , além de duas alunas não bolsistas, Ariana Antônio dos Santos e Miriã da Cunha Custódio.
Os Jovens Talentos do Pólo Nova Iguaçu também fazem várias pesquisas para apresentar e colocar em discussão em eventos, como congressos que tenham espaço para Pré-ICs, e desejam criar projetos que busquem contribuir para o processo de ensino-aprendizagem nas escola, como nosso projeto. O grupo esta trabalhando, atualmente, com o tema linguagem, sendo desenvolvido no presente momento, tendo por objetivo de montar uma oficina para a III Semana do Cérebro que acontecerá em março de 2012.
As reuniões do Polo de Nova Iguaçu acontecem todas às quintas-feiras, das 09:00 às 11:30.
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