
Fotografia histórica do filme não recuperada (referência de mídia 3377). Crédito do filme: Ninguém é perfeito (Flawless), direção de Joel Schumacher, 1999.

acessível em: http://www.ebserh.gov.br/web/hu-ufgd/noticia-aberta
Hospital Universitário da UFGD – HU-UFGD
Universidade Federal da Grande Dourados – UFGD
Nota editorial (revisão de 3 de outubro de 2026): a reportagem abaixo é de 27 de outubro de 2016; suas classificações epidemiológicas e referências temporais pertencem a esse contexto histórico. Dia 29 de outubro é o Dia Mundial do AVC, doença que é a segunda causa de mortes no Brasil
Estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em parceria com a Federação Mundial de Neurologia, o dia 29 de outubro se tornou a data global de conscientização sobre a doença que, a cada seis segundos, afeta a vida de uma pessoa no planeta: o Acidente Vascular Cerebral (AVC), também popularmente conhecido como derrame.
Como forma de colaborar com a causa, prevenindo e informando, a neurologista e psiquiatra Elisabete Castelon, do Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD), publicou na última semana uma série de seis vídeos feitos em parceria com o professor Edward Ziff, da New York University, que abordam desde a prevenção e o reconhecimento da doença até o tratamento e a adaptação do paciente acometido pelo AVC.
Fotografia externa da reportagem não recuperada. A URL histórica da EBSERH atualmente fornece uma página HTML, não o arquivo de imagem. Referência textual histórica da reportagem. Profa Ângela Cristina Lima (fisioterapia-UNIGRAN) e Profa Elisabete Castelon Konkiewitz (neurologia-UFGD)A médica, que também atua como professora do curso de Medicina da UFGD, explica que a informação é a principal arma da sociedade no combate à doença que é hoje a primeira causa de incapacitação de pessoas e a segunda causa de mortes no Brasil. “As pessoas, além de se prevenirem, precisam conhecer mais sobre o AVC, precisam saber reconhecer os sinais de alerta e como agir, pois o paciente precisa chegar em tempo hábil ao especialista. É necessária a formação de uma rede de AVC, envolvendo SAMU, PSF, hospitais e população. Quanto mais rápida a reação, mais pode ser feito por essa pessoa para reverter o quadro”, alerta, lembrando que nem sempre a incidência de AVC ocorre de maneira perceptível.
Ela esclarece que existem dois tipos de Acidente Vascular Cerebral: o isquêmico, quando há a obstrução da circulação sanguínea, e o hemorrágico, em que há a ruptura de um vaso. Os sintomas podem se sobrepor, e sua intensidade não permite distinguir com segurança os dois tipos. [Correção editorial, 2026-10-03: a avaliação médica e a imagem cerebral ajudam a determinar o tipo de AVC; a suspeita requer atendimento urgente. Fonte acrescentada: NINDS, Assess and Treat.]
Além das dicas para prevenção, reconhecimento e ação rápida diante de um quadro de AVC, a médica fala sobre a importância do tratamento multiprofissional para reabilitação do paciente e sua reintegração à sociedade. “É necessário, ainda, após o AVC, que se continue a investigar sua causa para que não haja reincidência”, diz.
Com a participação da fisioterapeuta do HU-UFGD e docente da Unigran, Ângela Cristina Lima, dois dos vídeos abordam a reabilitação e a adaptação física do paciente, com explicações sobre posicionamento correto, mobilidade e independência, incluindo, inclusive, a demonstração de exercícios.
Prevenção
Elisabete diz que até pouco tempo, a pessoa acometida por AVC era considerada incapaz e não recebia tratamento para reabilitação, pois seu estado era considerado irreversível. No entanto, na década de 1990, a doença começou a ser tratada como questão de saúde pública, impulsionada pelo movimento de profissionais de saúde da Europa, que montaram os primeiros centros de reabilitação específicos para o AVC.
Além dos fatores genéticos, hereditários e de idade, que não podem ser modificados, outras condições contribuem para a ocorrência do AVC. Pessoas com hipertensão, diabetes, doenças cardíacas como arritmia, pessoas com obesidade, que fumam, com uso prejudicial de álcool ou pouca atividade física, usuárias de contraceptivos orais (pílula), mulheres que fazem reposição hormonal e pessoas que usam cocaína ou anfetaminas podem estar mais propensas a sofrerem um Acidente Vascular Cerebral. Prevenir e controlar esses quadros é fundamental. Nota editorial (2026-10-03): esta lista pertence à reportagem de 2016; riscos e decisões sobre contracepção ou reposição hormonal dependem do perfil individual, sem recomendação de suspensão por esta página.
Sinais de alerta
Para reconhecer os sintomas de um AVC, algumas ações simples podem ser tomadas: peça à pessoa que está passando mal, que dê um sorriso e verifique se a boca está torta; veja se ela consegue levantar os dois braços; peça, também, que ela cante ou fale uma frase e observe se a fala está arrastada. A qualquer desses sinais, a orientação é acionar imediatamente o SAMU pelo telefone 192 ou encaminhar a pessoa emergencialmente a um hospital preparado para atender casos de AVC.
Reabilitação
A abordagem multiprofissional é a forma ideal de tratamento para vítimas de AVC. Elisabete afirma que, além do acompanhamento com o médico neurologista, deve haver o envolvimento de fisioterapeuta, nutricionista, fonoaudiólogo, psicólogo e assistente social (para orientações sobre direitos e políticas voltadas ao tema).
“A reabilitação deve ser feita de forma a reorganizar a vida do paciente, pois ele vai ter que reaprender várias coisas, aumentando as chances de se reintegrar, trabalhando na melhoria de suas funções musculares, sua independência e sua qualidade de vida”, conclui.
Vídeos
Para assistir aos vídeos elaborados pela neurologista, basta acessar seu canal no Youtube: Elisabete Castelon. Lá também há materiais audiovisuais com orientações sobre a doença de Alzheimer e a Doença de Parkinson. Abaixo, estão os links para cada vídeo, separadamente.
“AVC: como reconhecer, como agir, como prevenir”
https://www.youtube.com/watch?v=2KoX6sSc2s4
“AVC: reabilitação e equipe multiprofissional”
https://www.youtube.com/watch?v=blzVijyso5I
“A vida após o AVC: reabilitação e neuroplasticidade”
https://www.youtube.com/watch?v=f0p7WlvK4pw
“A vida após o AVC: independência, comunicação e qualidade de vida”
https://www.youtube.com/watch?v=1NQZqlAQUnc
“Fisioterapia após o AVC: posicionamento correto e reabilitação”
https://www.youtube.com/watch?v=R5Nk0a00VTk
“Fisioterapia motora após o AVC: exercícios básicos e transferências”
